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Brad, Connor, James e Tristan já estão na estrada da indústria musical há bastante tempo, suas músicas já foram trilha sonora de vários eventos na vidas dos seus milhares de fãs mundo a fora, e agora eles voltaram para mostrar mais uma de suas facetas.

Nessa sexta feira (16), eles lançaram “Cherry Blossom”, o quinto álbum de estúdio da banda. The Vamps estava a dois anos sem lançar álbum, o projeto anterior do grupo foi o EP “Missing You” (2019).

Esse novo trabalho traduz não só o amadurecimento pessoal e profissional dos quatro integrantes, como também carrega uma mensagem necessária ao mundo no momento atual, já explicitada no nome “Cherry Blossom” que traz como alguns de seus significados renovação e esperança.

Trazendo músicas como “Better”, que no seu clipe traz mensagens sobre saúde mental, esse álbum nos apresenta a um The vamps mais honesto que estamos adorando conhecer, e o Tracklist teve a oportunidade de bater um papo com os quatro, para falar sobre Brasil, saúde mental e, claro, a nova era. Confere aqui:

E aí pessoal como vocês estão?

Brad: Nossa, estamos muito bem, Tristan está curtindo uns biscoitos, nós estamos curtindo a vida.

Que legal! Então, preciso começar a entrevista dizendo que estou apaixonada pela era “Cherry Blossom”.

Brad e Tristan: Ah, muito obrigado.

Eu quero especificamente citar “Better”, por que no clipe vocês colocaram a frase “nossas maiores batalhas, são com as nossas próprias mentes”, e eu queria saber como vocês estão cuidando da saúde mental, com a pandemia, crises políticas e toda essa confusão que o mundo está agora?

Brad: Nós estamos bem, obrigado. Muito gentil da sua parte perguntar. Acho que o lance é sempre se manter consciente de como está sua saúde mental. Muitos dos fãs se conectaram bastante com essa frase, o que é muito legal. Toda pegada da música “Better”, é sobre auto preservação, sobre cuidar da sua saúde mental, saber do seu valor. Então, inserir essa frase no clipe foi para amarrar bastante essa ideia na música e no vídeo. Acho que todos nós temos maneiras diferentes de cuidar da nossa saúde mental, eu gosto de ler um livro e ficar fora das redes sociais. Os meninos têm outras maneiras, tipo o Con gosta de jogar.

Connor: Sim! Acho que tem muitas maneiras diferentes de manter nossa saúde mental, correr é legal. A parada é manter a constância. É o estilo de vida.

E vocês adquiriram algum novo hobby durante esse tempo?

Tristan: Eu acho que tiveram hobbies que a gente se aprimorou durante esse tempo, eu foquei muito em cozinhar, e sei que o Brad também.

Brad: O Tristan cozinha bem demais, ele é o chef da banda.

Tristan: El Papi.

É fácil notar que “Cherry Blossom” é bem diferente dos trabalhos anteriores de vocês, desde visuais, letras até os clipes. Quais as maiores diferenças vocês enxergam em vocês mesmos nesse tempo?

Tristan: Eu tenho uma barba agora!

James: Além da barba, eu acho que nossa perspectiva mudou muito desde o último álbum. Avaliamos o que de fato é importante nas nossas vidas e o que é importante para banda, e acho que levou um tempinho longe do pandemônio o que é estar no The Vamps para isso. E aí voltamos para fazer esse álbum com a intenção de fazer músicas honestas, que refletissem quem somos como músicos e como pessoas, e é isso o que é o “Cherry Blossom”. Então, é muito legal ver a interpretação de outras pessoas, dos fãs, sobre as músicas e toda arte, mas da minha perspectiva, é uma celebração do presente, é um novo capítulo para banda.

E temos muito mais paixão pela banda agora do que em qualquer momento antes, o que é meio estranho, porque já estamos nessa há 10 anos, mas é como se chama estivesse maior agora do que antes, o que é bem legal. Assim, acho que os fãs conseguem enxergar isso, eles percebem o quanto a gente acredita nessa música. E nós estamos muito animados de ir para estrada, e trazer mais pessoas para o mundo de “Cherry Blossom”.

Falando sobre músicas honestas, muitas músicas de vocês são sobre amor e relacionamentos. Vocês acham que sua visão sobre o que é o amor mudou desde o “Meet The Vamps” até o “Cherry Blossom”?

Brad: Excelente pergunta. Eu acho que sim, nós tínhamos 17/18 anos, quando fizemos o “Meet The Vamps” e temos entre 24 e 27 agora. Então, passamos de relacionamentos adolescentes para relacionamentos adultos, isso em relacionamentos amorosos e amizades, mesmo nosso relacionamento como banda amadureceu. Eu acho que durante esse processo, você desenvolve mais tolerância, mais empatia… Você percebe o quão importante empatia e compaixão são, tanto em relacionamentos amorosos quanto tem amizade. Você percebe o quanto confiança é uma coisa importante… E todas essas coisas são ampliadas conforme você vai vivendo.

De todas as letras no “Cherry Blossom”, qual o trecho favorito de vocês?

Brad: Eu gosto de “você deveria tirar um uma folguinha hoje, botar o telefone no modo avião”. Eu sei que não é o trecho mais poético do mundo, mas eu acho que é bem real. Eu gosto de “Glory Days”, porque é sobre isso de viver o momento, estar presente.

Se vocês pudessem morar em um mundo baseado em uma das músicas do “Cherry Blossom”, que música seria?

James: Provavelmente “Glory Days”, quando eu ouço essa música é como se… Acho que aí na América do Sul vocês não vão entender essa referência, mas antigamente tinha os comerciais de TV da marca Tango, que era uma explosão de um líquido alaranjado.

Brad: YOU’VE BEEN TANGO’D, eu me lembro!

James: Exato! É assim que eu me sinto sobre essa música, mas seria uma versão da explosão rosa.

Que música vocês acham que será a favorita dos fãs? “Glory Days” também?

Tristan: Eu acho que inicialmente sim, mas acho que conforme eles forem se aprofundando no conceito do álbum “Treading Water” vai ser uma das favoritas. Talvez “Would You”.

E vocês tem alguma história divertida e sobre o processo de criação do “Cherry Blossom”?

Brad: Histórias divertidas? Cara, a gente foi indo de AirBnb em AirBnb ao redor do reino Unido, por tipo uns dois meses. Só nós quatro, e tiveram várias histórias divertidas acontecendo durante esse período. Dois meses cheios de gargalhadas.

Tristan: Eu caí em uma vala, não foi divertido. Foi na época que a gente começou a escrever esse álbum, minha perna atravessou o buraco enquanto a gente estava caminhando, eu fiquei preso.

Brad: E a gente continuou andando.

Connor: Brad gravou alguns dos vocais dele em uma cabaninha.

Tristan: De bebê. Era uma tendinha de bebê.

Brad: Para o bebê Brad.

(Começam a conversar com voz de bebê).

James: Sabe quando falam que quando você está curtindo, a hora voa e você perde a noção do tempo? Chegou um momento em que era tipo meio-dia e a gente ficava “Hm, vamos abrir uma garrafa de vinho?” “Vinho meio-dia?” “YEAH, vamos lá”. Ou então a gente comia cereal no jantar. E por isso foi tão legal, a gente deixou as normas de lado, estávamos vivendo nossas próprias regras naquela bolha, e foi excelente para nossa criatividade.

Vocês já ficaram com alguma coisa de um set de filmagem de clipe que vocês não deveriam ter ficado?

Tristan: Não, mas porque eu acho que a gente sempre foi liberado a ficar com as coisas. Eu fiquei com todas as jaquetas dos nossos primeiros clipes, eu ainda tenho elas, são muito legais!

Brad: Sabe com o que eu fiquei? Com aquele porta-retrato com uma foto minha do clipe de “Can We Dance”, com chifres desenhados… Está em algum lugar.

James: Não é de clipe, mas quando nos mostraram os protótipos do Vinil de “Cherry Blossom”, eu fiquei com um. Eu nem abri, porque vai ser muito legal daqui a 10 anos, dar de presente para os meus filhos.

Tristan: Vai ser o momento que você vai descobrir, que o álbum nesse vinil é completamente diferente, não é o nosso.

Vocês sabiam que São Paulo é a cidade que mais escuta The Vamps no mundo?

Connor: Mentira?

Brad: Eu vi isso! Vi outro dia, All The Lies arrasou demais.

James: Isso é muito louco.

Tristan: Demais!

O Brasil ama vocês, caras!

Tristan: Mal posso esperar para voltar aí demonstrar todo meu amor pelo Brasil.

Qual a sua memória favorita aqui no Brasil?

Brad: A Favorita? Nossa tem tantas… É que assim, para mim toda América do Sul, Brasil em particular, é como fosse uma grande festa. É tão divertido, nós fazemos nosso show, e é sempre incrível parece uma festa, porque a plateia é super animada. Quando terminamos, temos alguns amigos aí que nos levam para sair, para uns bares super legais.

Connor: E churrascarias!

Brad: Então, a gente toma uns drinks em lugares super legais… Até a música, cara! É tão diferente das músicas que tocam em festas de outros países.

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