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Em entrevista para a edição de Dezembro da revista gay Attitude, a banda que liderou as paradas fala como suas mentes foram abertas, quando eles “acordaram” em relação à sexualidade.

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“Eu cresci em Dorset, lugar que é quase cinco ou até dez anos atrasado em relação à racismo, sexualidade e homofobia. Crescer num local assim, você se sente pressionado por todos os rótulos conservadores de ‘sou homem, amo mulheres e jogo rugby'”, disse James Mcvey, que completa: “Quando me mudei para Londres, fazendo turnês com a banda e fazendo milhões de coisas, acho que abriu muito os nossos olhos.”

O guitarrista de 27 anos, que está para casar com sua noiva Kirstie em Outubro, disse também que acha homens atraentes.

“Nos últimos anos descobri que sou atraído por personalidades,” pontua. “Obviamente vou me casar com Kirstie e isso é incrível, mas sabe, eu acho que as pessoas, em algum momento de suas vidas – mesmo admitindo ou não – são atraídos por diferente gêneros o tempo todo. Não necessariamente atraídos sexualmente.”

Ele continua: “Eu convivo com homens e acabo pensando ‘Ele é muito atraente’ e fico atraído por eles de uma certa forma, mas isso não necessariamente quer dizer que eu quero casar ou dormir com essa pessoa, mas existe uma tendência e desejo para fazê-lo. Eu acho que é realmente bom.”

“Por muitos e muitos anos, nós sentimos esses impulsos por conta do que a sociedade impõe como certo, mas para mim, sendo sincero, eu acho que mudei muito com o passar do tempo,” James acrescenta.

O vocalista Bradley Simpson, 25, concorda: “Todo mundo, assim como James disse, têm desejos e impulsos diferentes, mas ninguém deveria se sentir tipo, ‘Meu Deus, eu tenho que me livrar disso’, especialmente os homens. É sobre aceitar que isso é natural do ser humano.”

“Eu penso que na rigidez é onde mora o perigo, de acreditar que você precisa se encaixar em uma categoria.”

O baterista Tristan Evans, 26, comenta: “não deveriam haver limites”.

Alcançando o topo das paradas no Reino Unido no mês passado com o novo álbum Cherry Blossom, o grupo – completado pelo baixista Connor Ball, 24, reflete a respeito de seus papéis como aliados da causa LGBTQ.

“Tivemos momentos incríveis com fãs durante os anos, que falaram conosco nos Meet & Greets. Eu me lembro de um em particular, onde nos disseram: “sua musica realmente nos ajudou a ganhar confiança para nos assumirmos”, Brad rememora.

A história de Tristan, por outro lado, é mais próxima de casa.

“Um dos momentos mais bonitos da minha vida, com certeza, foi quando meu irmão se assumiu. Ele o fez até tardiamente – acredito que tinha 27 anos – e eu fui uma das últimas pessoas a quem ele contou”, ele suspira.

“Ele disse: ‘Eu estava mais preocupado com o que as pessoas mais próximas de mim iriam pensar, e eu achava isso loucura’”.

“Nós vivemos em 2020 e todos, não importa o que sejam, de onde vem ou como são, devem ser aceitos… Ele [meu irmão] é muito mais ele mesmo hoje em dia por ter se assumido e eu estou orgulhoso dele.”

Sobre sua própria atitude, sexo e sexualidade, Tristan diz: “Particularmente, sim. Acho que sou extremamente aberto para experimentar qualquer coisa e muito experimental, sexualmente, e quando se trata de relacionamentos, sempre fui firme com o que sou.”

As coisas podem ficar bem cabeludas para os pop stars — pergunte para os integrantes Bradley Simpson, Connor Ball, James McVey e Tristan Evans, conforme eles falam sobre ‘presentes’ que receberam de fãs ao longo dos anos.

“Nós ganhamos uma sacola de pelos pubianos no início da carreira, foi terrível,” relembra Brad; porém, isso não foi o pior. 

“Tivemos que parar com a correspondência de fãs porque nós [também] recebemos um absorvente usado no correio.” Tristan diz, fazendo uma careta. 

O companheiro de banda, Connor, complementa: “Estava bem embrulhado em um envelope e tinha ‘YOLO’* [escrito] na lateral.” Que nojo. 

*YOLO = You Only Live Once (você só vive uma vez, em português).

Ironicamente, porém, o sentimento — só se vive uma vez — soa verdadeiro no recém-lançado álbum número um do grupo, Cherry Blossom (já disponível em todas as plataformas), que tem tudo a ver com estar presente e viver no momento.

Antes de sua apresentação no Attitude Awards 2020 no próximo mês (Dezembro), os líderes das paradas se sentaram (bem, se reuniram no Zoom) para um bate-papo aprofundado sobre como eles se sentem renascidos como uma banda, a bolha da sexualidade, fluidez e, no caso de James, sua luta com a dismorfia corporal. Porém, uma questão permanece sem resposta: o que exatamente Tristan fez na América do Sul?

Como vocês lidaram com a quarentena, começaram algum hobby interessante?

T: Eu comprei um tapete de yoga, um bem grosso, e fiz alguns alongamentos e exercícios nele.

Eu mesma sou adepta da posição ‘cachorrinho’, isto é, cachorrinho olhando para baixo. E o resto de vocês?

B: Um pouco [risos], enfim… terminamos o álbum, eu sei que soa tão clichê, mas começamos o corona com o álbum 85% pronto e depois passamos os três meses inteiros de quarentena terminando tudo.

Já se passaram alguns anos desde que vocês lançaram um álbum pela última vez. Quão importante foi dar uma pausa?

J: Este é tecnicamente o quinto álbum que fizemos e, nesse tempo, [também] fizemos provavelmente seis ou sete turnês. Pela primeira vez, bem, na eternidade, dissemos: “Certo, vamos reavaliar exatamente o que queremos fazer, tanto pessoal quanto musicalmente, e tomar um pouco de tempo para redefinir o que acreditamos que o The Vamps seja.” Isso foi realmente importante. Nós precisávamos ficar meio entediados e conseguir aquela energia e emoção novamente antes de fazer este álbum.

A ‘estrutura’ de ser uma estrela pop, ou um membro de uma banda, é bastante rígida: você faz um álbum, você o lança, faz turnê, então retorna ao mesmo modelo, tudo de novo. Em algum momento, vocês se sentiram à beira do esgotamento? 

B: Estávamos nesse ciclo estranho de: escrever o primeiro álbum, fazer uma turnê, enquanto você está fazendo isso, escrevendo o segundo, e então é como um efeito bola de neve… Criativamente nós estávamos, tipo, esgotados. Precisávamos de um pouco de tempo para ter novas ideias, é difícil fazer isso quando você está sempre na ativa.

Lembro-me de entrevistar todos vocês quando estavam começando, por volta de 2014. É um pouco louco pensar que ainda estão juntos? As boybands não costumam durar tanto. 

T: É muito legal ir contra o estereótipo de uma banda se separando depois de uma certa quantidade de álbuns, ou quando eles estão passando por um momento difícil. Conosco, somos melhores amigos e sinto que isso vem antes de tudo e sempre veio… Quando nos encontramos, foi algo especial. Obviamente, é raro que uma banda ainda esteja relevante e eu acho que é por isso que nos sentimos sortudos e afortunados de ter uns aos outros… você tem que se cercar de pessoas positivas, que querem o melhor para você e também para si mesmas. Cem por cento, esses meninos são isso.

Eu deveria chamar vocês de ‘man band’ (banda de homens) agora?

C: “Tanto faz” (risos).

Agora vamos falar sobre o álbum, Cherry Blossom. Vocês disseram que o nome significa a ideia de renascer.

B: Nós ficamos no Japão (no final da nossa última tour) e nos aprofundamos na cultura Japonesa. Cherry Blossom é um momento breve, bonito e é o ponto alto do ano de todos e, eu penso na noção de transição e fragilidade de um momento, como se você pegasse isso e esticasse, colocar a estação das flores de cereja ao longo do ano, acabaria com seu brilho, já que as melhores coisas são momentâneas. Essa foi a ideia principal, criar um álbum que desse toda essa noção mas de uma forma positiva. Estar presente durante esses momentos lindos ao invés de ser negativo, já que eles são curtos. Curta eles enquanto ainda os tem.

Uma das minhas faixas favoritas é Would You e a letra “When you kiss me, you had your eyes open”. Pessoalmente, eu gosto quando um cara me beija com os olhos abertos, mas novamente, eu tenho atração por homens esquisitos.

C: Legal.

T: Eu concordo com você porque muita gente pensa que beijar com olhos abertos é quando você não está conectado ou presente. Mas eu sinto que, para mim – e pra você também – quando você beija alguém, eu não me importo de fazer contato visual.

Eu quero olhos realmente muito abertos.

B: Não era essa a ideia no processo de escrita, mas amo ver como isso ressoa com pessoas diferentemente, essa é a beleza da música [risos].

T: Me beije! *olha com olhos arregalados para a câmera*

Nossa, pare com isso, está muito cedo. Então, quais são os sinais de um relacionamento que está azedando?

J: Brad talvez vai discordar disso… quando leva muito tempo para responder suas mensagens. Brad, você está me dizendo alguma coisa.

B: Não, eu só sou muito ruim com mensagens [risos]. Eu ainda amo você, não se preocupe.

Ah, e quando as borboletas na barriga param de te deixar ansioso e começam a dar ânsia.

C: Isso soa mais como intoxicação alimentar.

B: Eu acho que você é intolerante a glúten.

Nesse caso, eu acabei com muitos relacionamentos quando eu apenas deveria ter parado de comer pão. Eu também gostei muito de Protocol: ‘Don´t know the protocol to fixing a broken heart.’ Quando foi a última vez que tiveram o coração partido?

T: Eu diria que mais ou menos há um ano e meio, e eu acho, bom, nós começamos a turnê, então tudo estava muito doido. Foi a turnê da América do Sul, então… [risos].

J: O que você poderia ter feito lá, hein Tris?

B: Bom, lá tem muita carne e vinho tinto, provavelmente é isso que ele está dizendo, não é Tris? É a cura.

É assim que supero um término. Comendo muita carne.

T: Exatamente! [risos]

B: Espero que mantenha todos os seus comentários nesta entrevista. Por favor, mantenha-os.

Pergunta obrigatória sobre relacionamentos… James, sei que você está para se casar em algum ponto, mas quem aqui está solteiro e quem não está?

C: Não estou solteiro.

B: Nem eu.

T: Estou saindo com alguém, e James obviamente vai se casar.

Quando você vai se casar, James?

J: Espero que próximo de Outubro. Seria daqui há três semanas originalmente… Nos casaremos em Dorset, onde cresci.

Legal, acho que o lockdown ao menos te deu mais tempo para pensar se está tomando a decisão certa?

J: Sim [risos], tem sido estranho, na verdade. Normalmente, [minha noiva] Kirstie e eu – não sei como é pra vocês, meninos – mas quando volto para casa depois de uma turnê longa, a vida normal com The Vamps, nós sempre discutimos na noite que retorno. Acho que é porque eu me acostumo a viver sem ter que pensar em outra pessoa enquanto estamos na estrada, e aí tenho outras coisas para pensar e fazer… mas durante o lockdown, nós provavelmente tivemos duas ou três discussões em seis meses. 

B: A Moochie tira todo o estresse.

J: Você que pensa, Deus…

B: [Tirando] quando ela faz cocô no chão.

Presumindo que a Moochie é um animal, não uma pessoa?

J: Eu vou te mostrar ela, ela está aqui *viram a câmera para a Moochie*. Ela é praticamente o emoji do cachorrinho, não é?

Ela é muito fofa. Então, vocês vão se apresentar no Attitude Awards no mês que vem. Quanta conexão vocês têm com a comunidade LGBTQ?

B: Nós temos amigos que, com o passar dos anos, decidiram mostrar que fazem parte da comunidade e nós queremos continuar dando suporte e dar amor aos LGBTQ. Nós tivemos momentos maravilhosos durante M&Gs com nossos fãs que nos contavam um pouco sobre. Eu me lembro de um em particular, que chegaram dizendo ‘sua música realmente nos ajudou a ganhar confiança para nos abrirmos’.

T: Um dos momentos mais bonitos da minha vida, cem por cento, foi quando meu irmão se assumiu. Ele já tinha uns 27 anos quando contou e eu fui uma das últimas pessoas a descobrir. Ele disse ‘Eu estava com muito medo do que as pessoas próximas a mim iriam pensar,” e eu pensei que ele era doido [por achar isso]. Nós estamos em 2020 e todo mundo, independente do que são, de onde vieram, como são, deveriam ser aceitas… Ele é muito mais ele hoje por ter decidido se assumir e eu tenho muito orgulho dele.

Sexualidade tem se tornado muito mais “fluída” nos dias recentes, com artistas como Harry Styles não colocando rótulos. A sexualidade é algo bem definido para vocês, meninos? Vocês sempre souberam a qual “caixa” pertencem, na falta de uma frase melhor?

T: Pessoalmente, sim. Eu acho que sou extremamente aberto – de mente aberta para experimentar qualquer coisa, e bem experimental, sexualmente. E quando se trata de relacionamentos, sempre fui firme no que sou.

Estamos falando da América do Sul novamente:

T: [risos] Eu sempre fui firme com o que eu sou.

J: Eu cresci em Dorset, lugar que é quase, cinco ou até dez anos atrasado em relação à racismo, sexualidade e homofobia… Crescer em um local assim, você se sente pressionado por todos os rótulos conservadores: ‘Eu sou homem, amo mulheres e jogo rugby’. Quando me mudei para Londres, fazendo tour com os meninos e fazendo milhões de coisas, acho que abriu muito os nossos olhos como o mundo realmente é e deveria abraçar as diversidades e diferenças.

Nos últimos anos descobri que sou atraído por personalidades. Obviamente vou me casar com Kirstie e isso é incrível, mas sabe, eu acho que as pessoas, em algum momento de suas vidas – mesmo admitindo ou não – são atraídos por diferente gêneros o tempo todo. Não necessariamente atraídos sexualmente. Eu convivo com homens e acabo pensando ‘Ele é muito atraente’ e fico atraído por eles de uma certa forma, mas isso não necessariamente quer dizer que eu quero casar ou dormir com essa pessoa, mas existe uma tendência e desejo para fazê-lo. Eu acho que é realmente bom. Por muitos e muitos anos, nós sentimos esses impulsos por conta do que a sociedade impõe como certo, mas para mim, sendo sincero, eu acho que mudei muito com o passar dos anos.

T: Não deveriam existir limites.

B: Eu faço muita yoga e exercícios de atenção plena e, acho que essa prática [atenção plena] é estar ciente de suas emoções, mas não necessariamente as vendo definitivamente como desejos e impulsos… Todos nós, como James disse, têm desejos e impulsos diferentes, mas ninguém deveria se sentir tipo, ‘Meu Deus, eu tenho que me livrar disso’, especialmente os homens. Eu penso que na rigidez é onde mora o perigo, de acreditar que você precisa se encaixar em uma categoria.

James, você falou recentemente sobre sua luta contra a dismorfia corporal e sua decisão de fazer uma cirurgia de lipoaspiração aos 20 anos. Você se importaria de me levar de volta àquela época?

J: Há apenas algumas semanas decidi que queria falar sobre isso. Eu estava assistindo a um diário da turnê The Vamps da Austrália, tipo, 2015, talvez antes, e percebi que, naquele vídeo, eu não estava realmente sendo eu mesmo. Eu estava super compensando e se passaram três semanas depois da cirurgia… Naquele momento, eu realmente me senti confiante, no controle da minha vida e, eu acho, das minhas emoções. Olhando para trás agora, eu percebo o quão prejudicial aquele estado de espírito era, não apenas para meu relacionamento com Kirstie, mas com The Vamps e a equipe de turnê e outras coisas.

Então, antes disso, tomei a decisão de fazer uma cirurgia porque senti – acho que há algumas razões. Um, voltando a crescer em Dorset, havia um consenso geral de ser talvez de uma determinada maneira. Era a época em que existiam algumas dessas lojas de estilo de vida americanas, com todas as suas marcas e propagandas sendo homens nas praias com pranchas de surf. Tendo 15/16 anos, eu acreditava que tinha que ter uma certa aparência.

Passei fome por um bom tempo, o que soa um pouco como uma manchete tendenciosa, mas realmente não comi, não comi pão por um ano, não tive nenhum alimento por um ano… Chegou a um ponto onde eu estava carregando pós de proteínas e outras coisas. Eu fiz isso e percebi que ainda não estava feliz com meu corpo. Eu acordava, me olhava no espelho e simplesmente não ficava feliz. Se você acorda de manhã bem cedo e se critica, acho que é um lugar bastante sombrio para se estar.

Decidi fazer a lipoaspiração porque não podia perder mais peso; Eu tinha tecido mamário que você não consegue perder com exercícios ou levantando pesos, então fiz pensando que teria todas as respostas. Acho que por muito tempo parecia que sim – mas realmente não era. Só recentemente percebi que estava em um lugar bizarro e acho que seria injusto agora dizer: “Oh, passei por um período difícil e resolvi tudo e estava bem”. A realidade é que isso me afetou enormemente, até hoje. Uma maneira de tentar o meu melhor para ver isso como um capítulo do qual estou avançando é desenterrar tudo e falar sobre isso. Isso é uma coisa que fazemos bem no The Vamps, nós realmente tentamos nosso melhor para expressar como nos sentimos, agora mais do que nunca… Eu sou grato por esses meninos.

Homens em particular não falam muito sobre seus problemas. Isso ainda é um tabu.

J: O motivo de eu não falar sobre dismorfia corporal é porque de imediato você pensa sobre vaidade. Você acha que eles são obcecados com os próprios corpos, eles querem ser melhores que os outros, suas vidas giram em torno de si, mas de várias formas foi o oposto para mim. Eu meio que me divertia destruindo meu corpo, o que soa muito estranho, eu gostava de sentir dor, de ter esse controle. Eu acho que ter essa conversa é muito importante já que, como outros problemas psicológicos, ou outras comunidades que lutam por motivos parecidos, quando você fala sobre essas coisas, você está ajudando a quebrar a barreira que existe em torno desses temas.

Bom, muito obrigado por falar sobre isso, não é um tema fácil de ser conversado. Agora uma pergunta aleatória para terminar. Vocês já tiveram um momento de herói, tipo salvar uma pessoa?

B: Eu e Con estávamos voltando do… eu não me lembro de onde estávamos voltando.

C: Nós estávamos voltando do cinema.

B: Isso mesmo. Nós estávamos no Shepherd’s Bush na plataforma do metrô. Tinha um cara que estava se balançando na beira da plataforma. Só estávamos nós e uma mulher, e nós ficamos olhando, tipo ‘Meu Deus, isso está acontecendo?’ Nós conseguíamos ver o que ele realmente estava pensando em fazer, então nós o puxamos para para trás… Foi uma sensação muito estranha, não foi Con?

C: Ele começou a rir quando nós o puxamos de volta e colocamos ele no banco.

B: Foi uma coisa muito séria. Nós nunca sabemos o que as pessoas estão passando.

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