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Quando eu encontro The Vamps para nossa conversa, parece um dia de folga. É o número um dos dias da onda de calor quase anual do Reino Unido; fomos a um lago nos arredores da cidade e o café ao lado está vendendo sorvete.

Tão à vontade estão Brad (vocal/guitarra), James (guitarra/vocal), Connor (baixo/vocal) e Tristan (bateria/vocal) – no set e na agitação – você nunca poderia suspeitar de seu primeiro lançamento desde 2018 e um novo single altamente antecipado estaria chegando na Nova Zelândia e no Reino Unido naquele mesmo dia. Mas essa é a ética de trabalho de uma das bandas pop-rock mais quentes do mercado.

Falamos sobre a próxima etapa, seu próximo álbum Cherry Blossom, e o que significa o renascimento. A empolgação de finalmente lançar um novo material é real, pois descubro que essa decisão de tirar um tempo foi mais do que apenas uma chance de escrever algo novo. Desde a formação da banda via YouTube, até a turnê de quatro álbuns consecutivos em quatro turnês mundiais consecutivas (vendendo três milhões desses álbuns globalmente), eles me dizem que antes desse período eles não tinham mais do que dois meses de folga desde 2012. Às vezes você tem que sair do carrossel, afastar-se do barulho e voltar ao básico para se lembrar do seu propósito. Isso, eu logo descobri pelo The Vamps, é o amor pela música, por unir as pessoas e o amor pelos fãs.

Em primeiro lugar, como é estar de volta à rotina?

Tristan: Já faz um tempo – já se passaram dois anos desde que lançamos o último álbum. Para este quinto álbum, queríamos ter nosso tempo e realmente acertar, então decidimos parar a turnê… Bem – tínhamos acabado de terminar a turnê. Normalmente, estamos num furacão: cinco anos apenas em turnê e, em seguida, lançando novos álbuns antes do fim dela. Foi incrível, mas não estava fazendo tanto sentido quanto gostaríamos, então reservamos um tempo. Nós realmente passamos muito tempo e esforço juntos como quatro em AirBnBs em todo o país escrevendo este novo álbum, e então o Corona vírus começou, infelizmente. Então, é claro, isso nos obrigou a terminar o álbum individualmente em nossas próprias casas.

Como vocês já decidiram tirar uma folga, eu me pergunto o quanto a quarentena afetou seus horários de trabalho.

James: Acho que provavelmente teríamos lançado música um pouco mais cedo. Mas o que é interessante sobre a música que acabamos de lançar, Married In Vegas, é que ela veio depois que entregamos o álbum. Se tivéssemos lançado o álbum em março ou a primeira música em março, essa música nunca teria acontecido porque já teríamos lançado outras músicas. É uma espécie de positivo estranho de um negativo massivo. Além disso, do primeiro álbum, esta é a primeira vez que tínhamos tudo pronto antes de lançar, o que é um pouco estranho. Normalmente, estamos terminando um álbum durante uma turnê ou fazendo videoclipes em dias “de folga”, o que é bastante estressante e difícil de se submergir totalmente quando você está de um pilar a outro; em diferentes países, tentando acompanhar. Não é realmente o melhor momento para ser criativo. Mas agora reservamos um tempo, como disse Tristan, para nos concentrarmos exatamente no que queremos fazer. Acho que estamos em uma posição melhor do que nunca, na verdade.

E como foi terminar o álbum no Zoom?

Tristan: Estranho. Foi estranho, não foi? Bom – simplesmente estranho. Acho que essa resposta em um ano será ainda mais louca, porque vamos perceber o quão doido dessa vez realmente foi.

Connor: Acho que as pessoas ainda usarão o Zoom também. É uma coisa estranha e criativa para todos.

É incrível como todos nós nos adaptamos rapidamente, eu acho.

Tristan: Sim, foi imposto a todos, não foi? Todo mundo tinha que se acostumar com isso. Não é nossa maneira ideal; preferimos escrever um álbum só nós quatro juntos, como num celeiro.

Especificamente um celeiro.

Connor: Apenas um celeiro.

Como todos permaneceram sãos durante a quarentena?

James: Nós adotamos um cachorro em janeiro – não como uma banda, eu e minha noiva! – e isso foi algo enorme para nós. Mesmo quando só tínhamos permissão para sair de casa uma vez por dia, éramos obrigados a sair para aquela caminhada e isso realmente ajudou. Estar na natureza definitivamente ajudou na minha saúde mental. Acho que apreciamos isso mais agora do que talvez antes.

Tristan: Os meninos. Família. Folga; percebo que não há problema em apenas relaxar porque sempre me sinto culpado por tirar férias. Agora, fomos forçados a tê-las e você não se sente tão culpado porque todo mundo está fazendo isso também.

Brad: Genuinamente, terminando o álbum. Eu sei que parece muito idiota, mas era o que precisava ser feito em um curto espaço de tempo. Conseguimos um prazo final na metade do lockdown que era tipo, “Certo, precisamos finalizar em três semanas, então você precisa terminar todas as músicas”. Havia tanta coisa para organizar. Eu também sou muito perfeccionista, com tomadas vocais e como as coisas soam, então foi sobre condensar tudo isso em um curto período de tempo – mas a quarentena era o momento perfeito para fazer isso.

Normalmente fazemos isso individualmente, mas vamos ver se vocês se conhecem bem. Quem é a pessoa ao seu lado?

Brad: Quem é James McVey? James McVey é um amigo trabalhador e atencioso.

James: Connor é um idiota.

Tristan: Estou acostumado agora.

James: Acho que ele é atencioso, atencioso, pensativo.

Connor: Pensativo?

James: Você contempla as coisas. E ele gosta de Haribo. Eu sinto que muito do seu dia gira em torno de saber quando você comprará [eles] novamente.

Connor: Esse é um bom ponto. Isso é muito lindo. Tristan é um espírito livre. Ele adora ser ele mesmo, tanto quanto possível, e é uma pessoa muito gentil e atenciosa. E… isso vai me fazer chorar. Nós sempre saímos juntos e então festejamos também. Ele é um festeiro.

Tristan: Eu agradeço, cara. Brad? Inspirador. Focado. Eu diria que sim – um perfeccionista. Homem de família. E extremamente atencioso.

Acho que isso está ligado à próxima pergunta: o que vocês mais gostam um no outro?

Brad: Todas essas coisas. A turnê é muito restrita. Se você vai ficar preso com três outras pessoas numa turnê por três semanas ou dois meses – até por mais tempo – em um ônibus ou fazendo viagens de trem e avião juntos, esses são os meninos com quem fazer isso. Isso realmente mantém vocês juntos.

Qual é a parte mais desafiadora da turnê?

Tristan: Aeroportos para mim. Eu os odeio pra caramba. O que realmente estragou tudo para mim é que estávamos em uma turnê na América e nosso ônibus quebrou, então tivemos que fazer a turnê inteira de avião. E parece que estou reclamando, mas como você tem que chegar à cidade para fazer o check-in algumas horas antes, tínhamos que acordar às 5 ou 6 da manhã depois de tocar nos shows da noite anterior e você está naquele momento de estar completamente exausto. Com isso eu luto; a viagem me esgota.

Quais são os destaques [da tour?]

James: Aeroportos.

[Risos] o Duty-Free*?

*Duty Free são zonas livres de impostos. Um exemplo são as lojinhas de aeroportos, lojas em cidades de fronteira, outlets, free shops, entre outros.

Brad: Na verdade são incríveis! Voltando do Japão – o duty-free é ótimo.

James: Eu sempre pego uísque para meu pai voltando do Japão. Acho que soa um pouco clichê, mas poder tocar para uma variedade de públicos é muito legal. Houve alguns lugares – como as Filipinas, por exemplo – onde tivemos fãs desde o primeiro dia, e não fomos capazes de chegar lá nos primeiros três anos da banda. Então, quando fomos, realmente senti que sempre conhecíamos os fãs Filipinos. E acho que, culturalmente, é muito revigorante ir a esses países. Tristan gosta de comer os alimentos mais estranhos que pode encontrar – mas tudo contribui para que você tenha uma experiência mundial, o que soa tão esquisito, como “Eu sou um homem do mundo”, mas você pega coisas de diferentes culturas. Especialmente para este álbum, fizemos uma pequena turnê no Japão, Coreia do Sul e Indonésia, e então levamos elementos disso para o álbum.

Brad: Massivamente. Escandinávia também.

Tristan: Eu amo a união. Você faz uma turnê mundial e não importa onde você está – as pessoas vão se reunir. Eles não se conhecem, mas todos vão se reunir e celebrar uma noite. E não é realmente sobre nós estarmos lá, é sobre todos curtindo uma experiência; compartilhar com seus entes queridos – ou mesmo com pessoas que odeiam, mas percebem que amam. Contanto que saia algo positivo disso, isso é o que é ótimo para mim.

Qual é a coisa mais estranha que você comeu?

Tristan: Eu ia comer um ovo podre de 1000 anos.

Brad: Não fizemos isso?

Tristan: Comi o pé.

Pé de quem?

Brad: Foi um pé de galinha que nos ofereceram para comer em Taiwan.

Tristan: Nos envolvemos com o ovo podre, o pé de galinha e os grilos.

Vocês passaram muito tempo em turnê pela América. Como essa experiência se compara a tocar no Reino Unido? Existe muita diferença na cultura especificamente dentro da indústria?

Brad: América – eles fazem tudo maior. Você vai para a casa das pessoas e é como “OI!” É sempre como 20% mais energético. Até as cenouras e as maçãs são maiores! Em termos de pessoas e cultura e até fãs, não acho necessariamente que haja uma grande diferença entre eles, o que é muito legal porque eles são unidos por uma coisa. Eu sei que continuamos fazendo referência a isso, mas você encontra as diferenças quando fazemos shows no Japão, por exemplo. Eles são tão respeitosos e educados na maneira que assistem música ao vivo, eles batem palmas e instantaneamente ficam em silêncio, o que é a coisa mais estranha porque nós apenas conversamos merda entre nossas músicas.

No ano passado entrevistei uma banda japonesa chamada DYGL, e eles disseram que era muito engraçado porque fizeram um show onde todos na plateia ficavam inexpressivos. Depois disso, foram para o Twitter e todos disseram, “Oh meu Deus, melhor noite da minha vida!”

Tristan: Na Coreia do Sul, tivemos um grande roda feita pelos fãs – eles pareciam se cumprimentar enquanto passavam!

Brad: Normalmente são cotovelos em Reading.

Tristan: Há tanta besteira no mundo que quando você está tocando e vê as pessoas se divertindo, isso supera tudo. Para nós e para eles.

Qual é a história por trás do seu novo single, Married In Vegas?

Brad: Nós literalmente entregamos o álbum, o que foi um alívio porque foi divertido, mas estressante. Ficamos realmente maravilhados com o término. Há um produtor que tem sido um grande colaborador neste álbum chamado Lostboy, e eu fui ao Zoom com ele naquele dia para tomar alguns drinques para comemorar, e quatro horas depois nós fizemos Married In Vegas. Na verdade, não tínhamos a intenção de escrever uma música. Teve um trecho que escrevi mais ou menos uma semana antes, e começamos a mexer nele. Literalmente veio do nada. Acho que estávamos falando sobre alguém que foi a Vegas e então começou a tocar liricamente – as imagens e o conteúdo dos versos – veio muito, muito rápido. Mandamos naquela noite para todos e obtivemos o consenso de toda a equipe de que deveria ser o primeiro single, o que foi tão estranho.

O próximo álbum foi descrito de várias maneiras como ‘O renascimento da banda’. O que está sendo deixado de lado em particular e como vocês descreveriam o próximo estágio musical de suas carreiras?

Tristan: O principal que você obtém desse álbum é positividade e incentivo para fazer o que você quer fazer, e não se contentar com menos. Para tentar ser a melhor pessoa que puder. Eu sinto que há uma sensação quase libertadora quando você ouve as letras. A produção também é muito mais obscura, então pode agradar a muito mais pessoas que gostam de música alternativa.

Brad: Não acho que seja necessariamente sobre se livrar de alguma coisa. Isso é algo que queremos destacar: não estamos subestimando nada do que fizemos ou queremos desconsiderar. Se não tivéssemos feito tudo isso, acho que não seríamos capazes de fazer esse álbum agora. Eu acho que é mais sobre ser tipo, ‘aquilo foi incrível, mas nós crescemos’. Esse é o renascimento. Adoramos cada etapa, mas essa mudança foi muito divertida.

Você diria que alcançou um novo lugar de felicidade?

Tristan: Com certeza. Eu me sinto muito contente com este álbum e com o que fizemos – o processo criativo e esforço que colocamos nele, apenas para criar algo diferente. Nós criamos este álbum dizendo não para muitas coisas. O processo normal seria, ‘oh, isso parece incrível. Podemos muito bem fazer isso’, mas colocamos o pé no chão e percebemos o que realmente queremos. Eu sinto que é o começo da direção que nos trouxe até aqui. Os visuais são completamente diferentes; o videoclipe é completamente diferente. Sem isso, sem saber exatamente quem queremos ser, não estaríamos nesta posição agora, por isso é bom que demos o passo.

James: Quando começamos a escrever músicas, tínhamos 13 anos e nos conhecemos quando tínhamos 15-16-17 anos. É um ponto muito diferente da sua vida. Eu tenho 27 agora, e os outros meninos têm a mesma idade, e eu acho que para escrever as melhores coisas, você tem que estar confortável consigo mesmo como pessoa. Você corre atrás de coisas no final da adolescência/início dos vinte anos e, para mim, vou me casar; temos uma casa juntos, temos um cachorro. Eu me sinto confortável pela primeira vez e acho que isso se reflete na música que estamos fazendo. Todos nós quatro moramos em Londres agora e estamos todos felizes em nossas vidas. Tem havido altos e baixos ao longo do caminho, mas é a primeira vez em um tempo que estamos todos na mesma página em nossas vidas e o que queremos alcançar.

Escrevendo este álbum, vocês fizeram sua primeira pausa adequada desde 2012 para se reconectar um ao outro e à música. Em que ponto vocês perceberam que estavam caminhando para o esgotamento?

Brad: Eu não acho que nenhum de nós estava realmente se esgotando conscientemente. Você precisa estar entediado para ser super criativo, eu acho. Você precisa de espaço para começar algo novo. Estamos muito orgulhosos dos álbuns que fizemos, e eles foram um produto de estar em turnê – estávamos gravando os vocais no ônibus, então por baixo da maioria dos vocais provavelmente há um motor ou algo assim.

Mas o esgotamento – terminamos a turnê mundial no ano passado e estávamos na estrada com um EP que lançamos na mesma época. Isso nos deixou empolgados, porque eram novas músicas que estávamos tocando, mas, no final, estávamos tipo, ‘ok, precisamos relaxar um pouco’. Sempre dizemos tipo, ‘certo, vamos ter seis meses de folga por ano’, e depois de dois meses pensamos ‘vamos nos encontrar de novo?’ Porque ficamos entediados mais rápido do que imaginamos.

Vocês encontraram algum novo mecanismo para proteger seu bem-estar pessoal durante horários tão agitados?

Tristan: É definitivamente uma situação diferente agora, não é? Estarei mais saudável na turnê. Eu gosto de fazer exercícios em casa – não pelo fato de ficar grande, eu apenas gosto. Tenho que gastar energia – geralmente é bateria ou algo assim, estou sempre correndo. Mas desde o isolamento, realmente ajudou.

Brad: Eu costumava usar muito o Headspace, o aplicativo. Esse tipo de app de meditação e outras coisas, é sempre bom para um tour. Encontrando um pouco de calma em meio a todo aquele barulho.

Tristan: Todos nós já praticamos ioga e alongamento.

O alongamento é seriamente subestimado.

Tristan: Devíamos começar a fazer sessões em turnê. Nos bastidores, teremos uma sessão de ioga.

Como vocês mencionaram, se conheceram em 2011-2012 nas redes sociais. Como suas relações pessoais com as redes sociais mudaram desde então?

James: Nós começamos a banda quando Twitter e YouTube eram as plataformas principais. Eu me lembro, Brad e eu tivemos que forçar Tristan a entrar no Instagram – mas eu estava no MySpace quando começamos. E então eu acho que para nós, meio que tropeçamos neste lugar estranho e maravilhoso onde poderíamos colocar algo no YouTube e de alguma forma ressoar em vários territórios ao redor do mundo, o que nunca tínhamos realmente antes. Tivemos sorte em poder construir bases de fãs, e mesmo sendo pequenas, eram legais em lugares como Filipinas, Itália e Escócia. Acho que foi muito difícil para nós – para mim, definitivamente, achei bizarro o quão intenso foi tão rápido. Mas, oito anos depois disso, tento não ver a mídia social como tão importante, o que é estranho porque é para a banda. É muito importante do ponto de vista do negócio.

Brad: Eu acho que às vezes há um pouco de pressão que você precisa dar muito para a mídia social. Nem mesmo se você estiver em uma banda ou se fizer parte do seu trabalho, eu acho que as pessoas sentem que existe essa pressão para colocar postar. Isso foi estranho no começo para nós. Mas acho que estamos todos em um ponto em que você sente essas coisas um pouco menos, porque você percebeu que, uma vez que você sai dessa bolha, é como, ‘estamos na vida real e outras coisas não ‘não importam’.

Tristan: Você também precisa perceber o que é real. Claro, o Instagram é, mas assim que você está contando com ele para ser o centro das atenções da sua vida, esses são os passos errados a tomar. Eu pessoalmente não uso as redes sociais. Adoro estar atento às coisas, mas não estou realmente preocupado em atualizar as pessoas sobre minha vida porque gosto muito do fato de que sempre posso fugir para algo pessoal que ninguém mais conhece. Especialmente em nossa situação, em que éramos muito jovens quando tudo começou, nossa privacidade era bastante visível desde certa idade. Gosto muito do fato de ninguém saber o que estou fazendo hoje.

James: Eu acho que existe um grande “valor” em curtidas e interação, mas curtidas não vendem ingressos ou álbuns. Não funciona assim. Pode vender camisetas do Boo-hoo, mas não é isso que pretendemos. Somos uma banda que quer fazer música para nossos fãs. Eu acho que é uma coisa muito estranha onde, como esses caras estavam dizendo, muitas pessoas sentem que têm que usar as redes sociais para ser um músico de sucesso, mas isso não é mais o que é importante para nós. Estamos felizes em fazer a música que somos e, sim, colocaremos coisas online, mas a mídia social não está impulsionando nossas carreiras. Acho que fechamos o círculo com isso, e são bons nove anos depois que não temos que nos preocupar muito com isso.

James, entendo que você é um patrocinador do Prêmio Diana. Em maio, nos associamos a Alex Holmes Vice-CEO do Prêmio Diana para a Semana de Conscientização sobre Saúde Mental. Por que essa causa é importante para você?

James: Acho ótimo que agora tenhamos algo como o Prêmio Diana, porque, crescendo, muitos de nós vivenciamos o bullying. Quando passei por isso na escola, não havia nenhum lugar real para onde eu pudesse ir. Acho que é bastante assustador para muitas crianças hoje em dia procurar um professor ou um dos pais – ou até mesmo seus amigos sobre isso – então o Prêmio Diana é aquele intermediário que eu gostaria de ter, onde você pode obter conselhos e esse anonimato.

Você tem uma história pessoal sobre saúde mental?

James: Sim, mais ou menos. Principalmente com a música. Nos primeiros dias, quando eu escrevia canções em Dorset, não havia muitas pessoas que me entendiam. Eu era um adolescente muito estranho com cabelo muito comprido e grandes buracos na pele e outras coisas. A maioria dos meus colegas jogava futebol e rúgbi, e recusei cargos no time de futebol para fazer música e andar de BMX, então fui meio julgado por não me encaixar. Foi tudo naquele início de mídia social – no Bebo e MySpace – e pela primeira vez na vida, tive pessoas me enviando mensagens sobre minha música que eu não conhecia, e pensei que era meio assustador receber um monte de mensagens de merda de estranhos.

Isso continuou por alguns anos e então, felizmente, quando isso estava acabando, conheci esses meninos e deu certo. Mas muitas pessoas não têm The Vamps para tirá-los dessa situação, então é importante que existam plataformas como o Diana Award que podem ajudar aqueles que se sentem isolados. A mídia social está 24 horas por dia; você não pode simplesmente voltar para casa da escola e acaba – e é por isso que precisamos trabalhar mais.

À luz de Black Lives Matter, você tem alguma opinião sobre como a indústria da música pode ajudar a nivelar o campo?

Brad: Acho que às vezes leva a balança sendo inclinada para o outro lado para que eles finalmente se equilibrem de volta. Todos precisam desenvolver uma compreensão mais profunda de como tem sido a situação e entender o contexto de tudo isso. Acho que o mais importante é que as pessoas precisam se educar. E na indústria da música – é tudo. O alicerce da música é essa cultura, então ter essa representação é absolutamente fundamental.

Tristan: Todo mundo só precisa olhar para si mesmo; veja que tipo de pessoa elas realmente são e conserte isso da melhor maneira possível. O fato de que racismo, homofobia, machismo ainda existam em 2020 é nojento. Todos precisam individualmente sair de seus egos, de suas caixas e mudar para melhor – porque ninguém é perfeito e todos podem mudar. Você precisa descobrir que tipo de pessoa deseja ser para tornar este mundo um lugar melhor.

Vocês já viram muito sucesso. Qual é o sonho final?

Tristan: O sonho final? Fazer isso, para sempre. Eu farei outras coisas também, é claro – casamento e filhos, isso é um sonho separado. Mas para nós termos uma boa qualidade de vida para continuar fazendo turnê e inspirando pessoas e nos inspirando, para mim esse é o sonho.

James: Sim, seria ótimo ter seus filhos vendo você se apresentar ao vivo. Melhor seguir em frente…

Tristan: Como todas as nossas famílias em um show – isso seria tão incrível.

Brad: Todas as diferentes gerações…

James: Além disso, talvez ganhar um prêmio de compositor em algum momento. Isso seria incrível.

 

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