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Os queridinhos do Reino Unido lançaram a segunda parte do álbum Night & Day‘Day Edition’, e conversaram com a HMV – loja na qual realiza as sessões de autógrafos do grupo, sobre o conceito de duas partes de um disco, turnê e planos para 2018.

Veja:

Vocês podem falar sobre o conceito de duas partes do álbum? vocês sempre imaginaram que seriam separados? 

Brad: Alguns meses antes de o Night & Day (Night Edition) ser lançado que nós estávamos escrevendo esse álbum, como sempre fazemos, nós tínhamos uma porrada de canções, 40 ou 50, e nós queríamos lançar mais delas por que nós vimos que os fãs queriam mais. O nível de conteúdo que as pessoas consomem cresceu nos últimos anos, por conta do Spotify e outras plataformas.

Então nós queríamos lançar as que escrevemos e decidimos ir por esse conceito, foi assim que nasceu. Tínhamos certas canções para o álbum Night que eram mais dançantes, e o Day eram mais orgânicas, mas uma vibe de banda ao vivo, é o que fizemos.

Então a edição Day é mais dramática que a Night?

Brad: Não diria dramática, mas claramente somos uma banda que cresceu ouvindo bandas, quando você mantém apenas guitarras, baixo e vocal, é o que queríamos trazer de volta para a segunda parte, por que a primeira tinha muitas colaborações com DJs e tornou-se o som geral do álbum, queríamos voltar a algo que nós poderíamos tocar numa garagem ou coisa assim, apenas elementos de uma banda típica.”

Que tipo de música vocês ouviram para se inspirar ao compor esse álbum?

James: Artistas como Charlie Puth, com uma produção minimalista, Julia Michaels também.

Brad: Sim, ela fez um mini álbum e James disse que a produção minimalista parecia certa para nós.

James: Coisas onde a voz é usada como instrumento, não apenas melodicamente mas ritmicamente também.

Vocês trabalharam com diferentes produtores e co-escritores, como vocês decidiram as canções que iriam para o álbum, ter muitas pessoas envolvidas torna-se mais difícil o processo?

Brad: Acho que foi mais fácil esse e o som que combinava mais com o tema ‘dia’, era o caso das canções que poderiam fazer parte. Foi mais natural como ‘Hair Too Long’ e ‘Talk Later’ que foram as cabeças do disco. E daí músicas como ‘What Your Father Says’ e ‘For You’, essas músicas existem há uns dois anos, era apenas uma questão de tempo de colocá-las no lugar certo.

É ótimo ter essas canções que estão aí há anos, como ‘For You’ que foi escrita na época do segundo álbum, então tê-la lançada é como ‘ah, que máximo, eu tinha ela há tanto tempo!

Vocês colaboraram com Maggie Lindemann, Machine Gun Kelly e Kris Kross Amsterdam no álbum, podem nos falar como as parcerias aconteceram?

James: Com Kriss Kross, ‘Cheap Wine’, foi uma sessão de estúdio que fizemos, estávamos lá e eles estavam também. Foi estranho por que obviamente eles são produtores, mas nós escrevemos a canção com eles e eles fizeram a mágica depois.

Brad: Eles eram muito tranquilos, sentaram lá enquanto estávamos criando e estávamos como: ‘o que vocês acham?’ e eles falaram ‘está ótimo, continuem!’

James: Sim, foi legal. Nós também fizemos uma viagem incrível de 18 meses onde criávamos para ambas as partes do álbum, então fizemos ‘Middle Of The Night’ e ‘Hands’ para o passado, e para esse ‘Too Good to be True’ e qual era a outra?

Tristan: ‘Personal’.

James: Isso, então tínhamos essas músicas e a versão original de ‘Too Good To Be True’, a de Machine Gun Kelly, era bem diferente. Então Danny Avila ouviu e a transformou um pouco, e Machine colocou seu verso. Começou bem diferente de como terminou, o que é sempre interessante, nós tínhamos isso o tempo todo. Por exemplo com ‘All Night’, que fizemos há um tempo atrás, Matoma veio e adicionou a vibe sintética e fez uma grande diferença.

É surreal ver o progresso das músicas, você não acha que uma pequena coisa faz um impacto mas faz, a música tomou outra direção. Foi o mesmo com Machine, é como as coisas acontecem. Algumas vezes entramos em contato ou a gravadora sugere alguém, mas sempre temos em mente o que queremos, ou o artista que queremos numa música.

Que música do álbum levou mais tempo para finalizar?

Brad: ‘For You’, levou muito tempo.

James: ‘Time is Not on Our Side’ também. 

Brad: Qual foi a música que tínhamos um monte de versos diferentes?

Tristan: ‘Too Good to be True’ foi uma delas. Tínhamos umas dez versões diferentes daquela música.

James: Até mesmo ‘Personal’ começou diferente, nós adicionamos algumas coisas que deram uma vibe meio ‘Shape Of You’, demorou para ser lançada.

Brad: Todas elas demoraram na verdade. Você precisa inicialmente daquela faísca onde você escreve uma música em 20 minutos ou coisa assim, mas quando você chega na parte de produção e finalização, leva tempo para ficar como você quer.

E qual foi a mais rápida para finalizar?

Brad: ‘Hair Too Long’ foi muito rápida para escrever, nós escrevemos em 20 minutos; mas a produção levou anos, literalmente! Entre a demo e a versão final levou entre um ano e meio, eu acho.

Vocês recém terminaram uma turnê pelo Reino Unido, como foi?

Tristan: Incrível, e nós anunciamos outra! Tão boa que quisemos fazer uma nova.

Qual foi o momento épico da última turnê?

Tristan: Os shows em Birmingham e Londres foram ótimos, em arenas esgotadas. Foi louco, foram incríveis.

Vocês escrevem muito na estrada?

Brad: Não temos escolha!

James: É, de fato com esse álbum muitas das músicas foram escritas em turnê  ou ao menos rascunhos. ‘Hair Too Long’ ouvi pela primeira vez na Nottingham Arena, primeira ou segunda turnê, três anos atrás. E literalmente era apenas uma guitarra e a voz de Brad.

Brad: Nós temos feito os vocais nessa turnê, fizemos os backing vocals de James no backstage! É como têm sido.

Vocês têm um monte de shows no verão, há algum lugar que estão particularmente animados para tocar?

Tristan: Sim, então a turnê ‘Four Corners’ como as ‘quatro esquinas’ do UK. Não que tenha ‘esquinas’, mas você sabe o que eu disse! Estaremos indo a lugares menores, que nunca estivemos antes, então basicamente Plymouth, Aberdeen…

James: Nós anunciamos 18 datas, mais por vir. Estamos fazendo 9 arenas que sempre fazemos, mas há mais lugares como Cambridge.

Quais são seus planos para o fim de 2018? Vocês voltarão ao estúdio?

Tristan: Temos uma turnê pela América do Norte em Setembro, e faremos mais shows pelo mundo como Austrália, Ásia, esses lugares.

Brad: Provavelmente lançaremos mais músicas também, é uma loucura. Mas nós escrevemos canções no começo do ano, e mais recentemente, é muita coisa.

Qual o plano, lançar um EP no fim do ano?

Brad: Acho que sim, provavelmente por volta de Setembro, com algumas colaborações que fizemos. Acho que nessa geração há menos restrições, você pode apenas lançar uma música, você não tem que esperar um vinil ser prensado ou nada do gênero, você pode apenas escolher uma plataforma e está lá. É o que nós iremos fazer.

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