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26.05.16
Categorias: Entrevista; The Vamps

The Vamps diz ser mais que ‘boy band’ e elogia Anitta e Wesley Safadão

Por Paula Sales Compartilhe já em:

“Anitta! Ouvi as músicas, mas gosto é do visual dela.” Durante toda a entrevista da jovem banda inglesa The Vamps ao G1, aquela foi a única resposta articulada por Tristan Evans, baterista do quarteto que neste sábado (21) estreia no Brasil com show em São Paulo.

Usando óculos escuros – a despeito do fato de a conversa acontecer em ambiente fechado –, o momentaneamente calado Tristan resolveu abrir ali uma breve exceção para, em momento de empolgação evidente, confessar apreço pela cantora. Nada estranhar: a banda que se diz admiradora de Strokes, Arctic Monkeys e McFly tem os dois no pop rock dançante.

No restante do papo, Tristan deixou ficou mudo e deixou os trabalhos para o vocalista Brad Simpson e para o guitarrista James McVey. (Alegando indisposição, o baixista Connor Ball tinha ficado no hotel.)

Falaram sobretudo de três assuntos: os ardorosos fãs que garantem números respeitáveis (306 milhões de visualizações no YouTube e 6 milhões de curtidas no Facebook); o rótulo de boyband (“a gente não liga”); e os covers que os tornaram famosos (como de bobos não têm nada, gravaram versões de hits de One Direction, Taylor Swift, Bruno Mars…).

E citaram outras atrações nativas agradaram esses rapazes com idade entre 20 e 22 anos. Exemplos: brigadeiro, bolachas, maria-mole (a de comer), pão de queijo e… Wesley Safadão. O nome artístico do brasileiro saiu com alguma dificuldade, com James brigando com pronúncia. Mas deu para perceber que o elogio foi honesto.

Brad fez coro. E falou ainda de Roberto Carlos – não o compositor de “Detalhes”, mas o ex-jogador de futebol. Fã do esporte, Brad lembra de Ronaldo (ou “old Ronaldo’) e Ronaldinho Gaúcho.

Covers no YouTube
A história do Vamps começa em 2012. Na época, os meninos soltavam vídeos no YouTube. Nada de música própria, o negócio na época era cover. Faziam porque gostavam e, como não custa jogar para a torcida, selecionavam canções que fãs poderiam aprovar. Hits, em suma.

“Uma coisa parecida com o Justin Bieber é que nós não surgimos em um programa de TV, não tivemos uma plataforma nesse sentido. Surgimos realmente a partir do apoio de nosso fãs”, afirma Brad. A descrição do Vamps no Twiter, não por caso, é “NÓS AMAMOS NOSSOS FÃS”, assim, em maiúsculas.

O vocalista continua: “Conseguimos contrato para um disco por causa do apoio que nossos fãs tinham dado antes no YouTube. Como conseguimos visualizações, isso nos levou às gravadoras. Nosso primeiro single chegou ao segundo lugar nas paradas”.

“Meet The Vamps” é de 2014 e tem o “Somebody to you”, com participação da Demi Lovato e 96 milhões de visualizações no YouTube, além de “Can we dance”, “Wild heart”, “Last night”, “Oh Cecilia (Breaking my heart”). Esta última é uma espécie de apropriação de uma faixa da veterana dupla Simon & Garfunkel.

O segundo álbum, “Wake up”, é de novembro de 2015 e motiva a turnê que agora chega ao Brasil. A faixa-título ganhou gravações alternativas com versões em vários idiomas. Costuma encerrar os shows.

Influência da Taylor Swift
Na hora de definir o som do Vamps, Brad resume: “Eu diria: jovem, enérgico, movido pelas guitarras… Tentamos captar a juventude da banda. Nossos shows têm energia, e queremos que os álbuns mostrem isso”.

Esperto, o vocalista diz que gosta de se manter atualizado: “Todos nós tentamos escutar o que está no topo das paradas para manter nossos ouvidos atentos ao que está acontecendo. Ouço coisas como Jessie Ware, e o disco do Disclosure é muito bom…”.

Já James, o mais falante dos três presentes, compara: “O primeiro disco teve influência de Mumford & Sons e Bruno Mars. O segundo é mais inspirado nos anos 1980 e no mais recente da Taylor Swift, ‘1989’. Mas, ao mesmo tempo, ouvimos um espectro muito variado de artistas. Não posso citar uma única banda como influência”.

Curiosamente, os integrantes do Vamps pouco mencionam o One Direction, também britânico e também formado por garotos que fazem sucesso pela música e pela aparência.

Será uma omissão proposital, uma estratégia para se distanciar de comparação e do status de boyband? “Não ligamos para o rótulo, desde que as pessoas curtam nossa música e nossos shows”, diz Brad, muito cuidadoso mas sem perder a chance de estabelecer diferenças.

“Acho que é muito óbvio que a gente tenta se diferenciar como uma banda que realmente toca ao vivo.” Coincidência adicional: os integrantes também já se declararam admiradores de Anitta.