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14.01.16
Categorias: Entrevista; Scans; The Vamps

Scans: The Vamps na Notion Magazine

Por Paula Sales Compartilhe já em:

A banda The Vamps está na edição de Dezembro da revista Notion Magazine.

Confira os scans e entrevista traduzida abaixo:

NOTION MAGAZINE – DEZEMBRO 
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Localizado a poucos passos da praça London Regent, o hotel Melia White House é aparentemente muito chique. Infelizmente para a Notion, somos incapazes de dizer se o hotel é luxuoso, já que estamos trancados para fora de um dos quartos. Conosco está James McVey, do The Vamps, que desliza a chave da suíte para dentro e para fora da porta repetidamente. Seus companheiros de banda – Bradley Simpson (vocalista), Connor Ball (baixista) e Tristan Evans (baterista) – estão “macaqueando” pelos vastos corredores do hotel, procurando maneiras alternativas de entrar no quarto.

“Você está passando isso muito rápido! Passe mais devagar…”
“Isso está de ponta cabeça?”
“Você tem que fazer isso mais rápido!”
“Mais rápido que isso!”

Alguém começou a forçar a porta trancada com o ombro, o que funciona melhor do que você espera, então ficou decidido que a Notion começaria a entrevista no chão, enquanto esperávamos por alguém da equipe do hotel nos ajudar. Isso faz a coisa toda de conhecer-uma-das-maiores-bandas-do-planeta parecer distintamente menos rock n’ roll. Entretanto, nós estamos aqui para falar de The Vamps. Ainda que eles tenham se formado a pouco tempo, por por volta de Setembro de 2013 a banda já começou a atrair a atenção dos críticos com o single “Can We Dance”, o convocado hino sobre admitir que você pode ser um pouco estúpido quando está bêbado, mas isso não significa que você é má pessoa.

Desde então eles lançaram o álbum “Meet The Vamps”, atingiram o Top 10 com 5 singles, fizeram sua primeira turnê mundial e o segundo álbum “Wake Up” o qual quando a Notion estava sentada no chão do corredor nessa miserável tarde de Novembro, estava para ser lançado. James disse que enquanto o “Meet The Vamps” era conhecido pelo comportamento do coração, o novo álbum é influenciando mais pelo som dos anos 80.

“Nós ouvimos o 1989 da Taylor Swift mas também tem coisas como MGMT”, ele explica. “Nós estamos escrevendo músicas com melodias similares, mas incorporando coisas diferentes também.”

Notavelmente novos elementos foram inclusos como o hip-hop incluindo o cantor de 17 anos Silentó, que foi convidado para participar da música “Volcano” enquanto em outro, a banda inclui o glam-rock de Euro-Banger “Help By Me”, o qual foi escrito com o notório guru do pop Max Martin na ensolarada Los Angeles.

“Eu acho que todo o som do segundo álbum é diferente. É definitivamente um progresso”, diz Brad, que se atreve a comparar “Help By Me” ao hino de Journey Glee “Don’t Stop Believing”.

“Isso te envolve como compositor também…Nós nem chegaríamos perto desse tipo de música – não porque nós não gostamos ou algo assim – mas porque não é uma coisa natural nos ajudarmos para fazer isso. Silentó trouxe algo realmente diferente para a música, e também para o álbum”.

A banda também trabalhou com Savan Kotecha que foi responsável por aproximadamente 90% de todas as incríveis músicas do pop, incluindo canções para Katy Perry, Taylor Swift, Backstreet Boys, e outro grupo muito conhecido chamado One Direction.

Isso é interessante dado que The Vamps anteriormente falou sobre não se identificarem como uma boyband, acompanhado de comparações com Harry Styles. Mas Brad explicou que fazer músicas pop e ser uma boyband não são coisas exclusivamente mútuas, e com as sessões de composição trouxeram diversas experiências.

“É legal porque Savan estava em uma banda de rock quando era mais novo, então ele se identifica com um monte de coisas que queremos fazer; eu acho que ele gosta do fato de que somos uma banda. Ele é apenas inteligente, não é? Quer dizer isso não é… habituado não é a palavra certa mas, ele apenas sabe. Ele tem habilidade com isso.”

Dado que Savan confirmou que ele escreveu uma das músicas de maior sucesso (What Makes You Beautiful para o One Direction) enquanto estava sentado no vaso sanitário, quem sabe da onde veio a inspiração para “Wake Up”?Não muito depois de falarmos da viagem da banda para Los Angeles para a gravação, um membro da equipe apareceu com o cartão correto e nós entramos no quarto. Era tranquilamente chique afinal, mesmo com os pacotes de doces descartados (Percy Pigs) espalhados pelo chão. James atenciosamente trouxe algumas cadeiras para perto, parecendo que os garotos estavam entrevistando a Notion para um trabalho, mas o grupo estava relaxado enquanto falávamos mais sobre a gravação. “Wake Up” foi escrito num período relativamente curto de tempo – cerca de 8 meses – comparado com o primeiro álbum da banda, que demorou 2 anos e meio.

Então qual a razão para a pressa do lançamento, política da gravadora ou algo diferente?

James: Faz um ano e meio, mas parecia muito menos tempo para nós, porque temos trabalhado sem pausa. Nós não tivemos uma pausa de fato. Eu acho que algumas bandas esperam anos (entre os álbuns) mas nós fizemos uma música para o filme da Disney nesse meio tempo. Isso provavelmente fez parecer para o resto do mundo que nós estávamos realmente ativos, mas para nós estava tudo mais calmo.


A banda toda admite que eles teriam lançado o álbum mais cedo se eles tivessem autorização.

“Nós terminamos esse álbum bem rápido. Foram cerca de 8 meses, em vista a composição do material”, adiciona Brad. “Nós encontramos nossos estilo rapidamente e então isso nos deu um estalo. Nós fizemos algumas coisas com Steve Mac, escrevemos diversas músicas com ele e isso realmente acelerou a coisa toda.”

O single “Wake Up“, que leva o nome do álbum, foi um dos primeiros a tomar uma forma definitiva. Ele (o single) é uma música eufórica para se cantar junto com uma pulsação sintetizadora, com uma letra que fala sobre agarrar a vida pelos chifres, vivendo para o momento e abrir os olhos para o que está a sua frente. É tudo muito apropriado para uma banda que está se esforçando para ser uma das maiores do planeta.

“Está bem na sua cara.” diz Brad, sorrindo.

Uma das músicas mais populares – tanto entre os meninos como entre as fãs – é “I Found A Girl”, uma música alegre, carregada de humor que soa como a última composição de Justin Bieber, alimentado por um Game Boy. Ao invés de ser outra música sobre encontrar “A” pessoa, essa música é sobre se fascinar por alguém fora de seu alcance:

“I found a girl who’s in love with a girl/ She said that she tried, but she’s not into guys…”

 (Eu encontrei uma garota que está apaixonada por uma garota/ Ela disse que ela tentou, mas ela não é afim de garotos…)

Você tem que assumir, tem uma boa história por trás disso mas Brad insiste que não.

“Não é autobiografia! Nós raramente escrevemos sobre uma ideia, mas isso realmente foi algo que surgiu entre nós, e pensamos que isso daria uma boa música. Mas então isso muda no segundo verso! Ele começa a falar de uma garota que ela gosta. Isso conta uma história”, diz Brad.  “Eu acho que é uma música legal, tem um pouco de reggae.”

A próxima coisa que The Vamps fará é uma vasta turnê mundial, que irá levá-los a América do Sul, Estados Unidos, Europa e Asia. Nesse meio tempo, fãs vão ter decorado todas as letras das excepcionais 18 músicas, mas os garotos já vão ter escolhido suas favoritas para performar.

“A minha seria ‘Coming Home’. O significado da música é legal…É uma balada.” diz Connor.

“A minha é ‘Cheater’, porque nós performamos ela recentemente.” adiciona James.

Eles mencionaram a visita ao Japão que fizeram no ano passado e sobre estarem maravilhados pela visão de mais de mil fãs se agitando no aeroporto.

Como é ter tantas pessoas obcecadas por vocês?

Brad: Isso foi bastante inesperado, realmente, porque você gasta muito tempo e esforço para fazer a melhor música que puder; você dá tudo de si nisso e então é um grande empurrão. Há muito em jogo. Para as pessoas que gostam muito de nós e que pagam para nos ver na turnê, isso é uma coisa incrível.

Logo a conversa se tornou comida, e Brad desapareceu para analisar suas opções para o jantar. Connor e James explicaram que toda vez que saem em turnê, eles tentam sair com todos da equipe numa grande noite porque eles são todos muito próximos. Por trás da gravação, a Notion ouviu uma história sobre uma grande noite em Cardiff.

Teve uma conversa sobre um restaurante de comida indiana em Scotland que a banda frequenta toda vez que vão para lá, embora para Connor isso tenha gerado uma revelação sobre um fato não-rock ‘n’ roll.

“Eu não sou bom com comida indiana, porque apenas como frango e ponho molho então eu fico, ‘Ah sim,  foi um bom frango.’ Eu tenho alergia a noz, então sou alérgico a maioria das comidas de lá” ele disse um pouco melancolicamente.

Em certo momento, houve uma batida na porta. Um carrinho com bandejas de prata entrou no quarto. Enquanto a Notion começa a pensar qual refeição pronta irá comprar no supermercado no fim da rua, a tentação de levantar a tampa de cada bandeja e ver o que o The Vamps tem para jantar é grande para deixar passar.

Então, o que está por baixo desses luxuosos pratos? Batatas e salgados com ketchup. Bom apetite rapazes!