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O sucesso de The Vamps é uma prova de como a internet pode alavancar uma carreira na música. Os britânicos, que começaram fazendo vídeos no Youtube, acabaram de lançar o terceiro álbum Night & Day e estão com a agenda lotada.

A banda foi muito comparada ao One Direction no início, apesar de não ser exatamente uma boy band. Hoje, o quarteto procura imprimir um estilo moderno, inclusive com parcerias de peso.

O guitarrista James McVey conversou com o R7 sobre o momento atual do The Vamps, a indústria da música hoje e suas influências. Confira:

Banda renovada

Com o início das atividades em 2012, o The Vamps é um exemplo de banda que se formou com o acompanhamento constante dos fãs. Isso devido aos vídeos covers que os integrantes do grupo publicavam no Youtube, especialmente do One Direction, algo que criou uma comparação constante com a boy band.

Cinco anos depois, James McVey, Bradley Simpson, Tristan Evans e Connor Ball acabaram de lançar o terceiro álbum, intitulado de Night & Day. Com um tom jovem, Mcvey, o guitarrista, explicou como as referências dele e dos outros músicos mudaram com o passar dos anos:

— Tínhamos influências cegas e com o tempo elas mudaram.

Rótulo de Boy Band

Influenciados por The Chainsmokers e Arctic Monkeys, o The Vamps surgiu quando o One Direction despontou no mundo da música. Segundo Mcvey, esse foi um fator que gerou um paralelo inevitável.

— O One Direction estava dominando as paradas quando começamos, então era fácil nos definir como boy band. Nós somos diferentes, temos instrumentos e fazemos algumas coisas que eles não fazem. Somos jovens e essa é a única comparação que pode ser feita.

Apesar das diferenças ressaltadas pelo guitarrista, o rótulo não é um problema para ele se os fãs estiverem satisfeitos.

“Desde que nos escutem e aproveitem a nossa música está tudo bem”, McVey

Parcerias

Os britânicos já realizaram diversas parcerias, com artistas como Demi Lovato e Shawn Mendes.

Indústria da música nos dias de hoje

Mesmo sendo formada há pouco tempo, o The Vamps presenciou, assim como outros artistas, os novos rumos da indústria musical. De acordo com Mcvey, esses caminhos são muito benéfico para eles:

— A indústria mudou e todo artista é influenciado por essas mudanças. No Reino Unido tinha muito folk, agora há mais DJs e o Spotify. O streaming ajudou as pessoas a escutar as músicas individualmente. Você não fica pulando as faixas no Spotify.

A relação dos músicos com os fãs também se adaptou com a era das redes sociais e, como uma banda que começou a ganhar fama na internet, os britânicos procuram tirar proveito disso para se aproximarem dos admiradores.

— As redes sociais são uma parte crucial do The Vamps. Tentamos ser pessoais e gostamos de fazer essas coisas. Eu acho que o artista precisa continuar com isso e os fãs gostam muito.

Boa fase

O intervalo entre o lançamento do segundo álbum da banda, Wake Up, e Night & Day foi um pouco maior e Mcvey justifica que isso ocorreu pelo árduo trabalho do grupo, o que também fez os britânicos amadurecerem como artistas.

— Foram 18 meses entre o segundo disco e esse. Crescemos muito como músicos. Os fãs parecem gostar, então estamos felizes.

O The Vamps vai se apresentar no Brasil em São Paulo no dia 17 de setembro, no Audio Club.